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Prefácio

Mais uma vez, tamanha tarefa me foi sugerida, compilar pela segunda vez os cadernos/sebentas de minha mãe. Um pouco sem saber ao certo por onde começar, optei por pegar num deles, ao acaso e iniciar tal esmero.
Logo de início, fui percebendo que muita coisa não poderia corrigir/alterar, uma vez que corria o risco de me perder, perder o sentido, o seu sentido, aquele de quem escreve solto e sem grandes regras ou interesses linguísticos. Apenas pelo simples acto ou facto de comunicar e perpetuar a outros a sabedoria de se ser apenas mais velho e "experto".
Se o sonho comanda a vida, então porque não, porque não aceitar estas palavras de minha mãe como algo de muito bom; tónico pessoal e único de alguém que viveu uma vida, ora bela e cheia de alegria, ora pesada, cansativa e amarga; mas no fundo lá bem no âmago da essência humana, cheia de tutano, experiência que fica a resultar do conhecimento vivencial dos anos passados.
...sendo assim, deixo-vos com suas palavras, ... sonhos que muito me dizem nesta vivência do presente e do outrora, ... recordações de infância, que agora me trazem à realidade a vivência do dia-a-dia.


João Laia, Coimbra Dezembro 2013